sábado, 29 de abril de 2017

                                        Blog, um meio de comunicação

         Como você sabe, a sociedade em que hoje vivemos é bastante influenciada pelo avanço da tecnologia, e nós temos de acompanhar toda essa evolução, não é verdade? E falando sobre estas inovações, sabemos que o “mundo” virtual disponibiliza muitos recursos para que possamos nos comunicar com extrema agilidade.

Basta lembrarmos de que antes utilizávamos as cartas para nos comunicarmos com amigos e familiares, hoje a situação é diferente, pois uma das possibilidades que podemos usufruir é o e-mail. E não é somente ele, mas também muitos outros canais permitem com que as pessoas do mundo inteiro interajam entre si.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

                               
                                Gêneros textuais do cotidiano

Uma intenção comunicativa ali, outra finalidade discursiva acolá, e assim vamos seguindo imersos no meio social, conscientes de uma só certeza: a de que somos seres eminentemente sociais e, como tais, precisamos nos comunicar e sempre o fazemos mediante um objetivo, haja vista que não falamos e nem escrevemos para nós mesmos. Se bem que um diário não faz mal a ninguém, não acha?
Pois bem, todas essas circunstâncias sobre as quais falamos representam os chamados gêneros textuais – retratando as situações de interação verbal e/ou escrita de que fazemos parte diariamente. “Diariamente” nos remete a uma ideia de algo que ocorre com certa frequência, com certa... assiduidade, pronto! É a palavra correta! Assim, tal aspecto nos conduz a outro termo, antes expresso no título de abertura desta subseção: cotidiano. Sim, cotidiano, haja vista que se trata de gêneros bastante demarcados na nossa vivência, tais como escrever um e-mail; enviar uma carta, apesar da era tecnológica em que estamos inseridos; criar um blog, atualmente tão em alta; e por que não dizer... escrever um diário? Oh! Querido diário!

                              Gêneros textuais jornalísticos

Quando se fala em gêneros textuais, logo se remete à ideia de que estamos imersos em distintas circunstâncias comunicativas, ora atuando como emissores, ora como receptores. Assim, na qualidade desse segundo posicionamento (receptores), buscamos sempre nos manter informados acerca dos últimos acontecimentos que norteiam a sociedade como um todo, intento esse que nos satisfazemos por meio das notíciasreportagens, editoriaisartigos de opiniãocarta de leitor (quando a intenção é de se interagir com opiniões diversas sobre uma dada matéria publicada).
Nesse sentido, vale afirmar que tais gêneros são veiculados no universo jornalístico, seja por meio dos jornais expressos em meio eletrônico, impressos ou até mesmo aqueles transmitidos pelos meios televisivos. 

                               Gêneros textuais ligados à oralidade e à cidadania

Muitas são as situações em que você participa de um seminário ou até mesmo presencia alguém relatando acerca da própria vida através da oralidade, o que configura o relato. Em se tratando da segunda, suponhamos que você deseja imensamente que um determinado problema seja solucionado, como a instalação de um semáforo na rua de sua residência. Obviamente que você, juntamente aos demais moradores, irá enviar às autoridades competentes um abaixo-assinado, uma carta aberta, ou até mesmo um manifesto.
Como percebido, trata-se de ocorrências comunicativas bastante pontuais, e que nós, em se tratando de determinadas situações, temos de nos inteirar acerca das particularidades linguísticas que as demarcam, razão pela qual optamos por criar este espaço, todinho reservado a você, no intento de fazer com que tais habilidades sejam cada vez mais aprimoradas. 

Á ambiguidade, que, como todos nós sabemos, resulta na má interpretação da mensagem, ocasionando múltiplos sentidos. Dessa forma, pautemo-nos em observar acerca de alguns exemplos:

Uso indevido de pronomes possessivos.
A mãe de Pedro entrou com seu carro na garagem.
De quem era o carro?
A mãe de Pedro entrou na garagem com o carro dela.
Colocação inadequada das palavras:
Os alunos insatisfeitos reclamaram da nota no trabalho.
Os alunos ficaram insatisfeitos naquele momento ou eram insatisfeitos sempre?
Insatisfeitos, os alunos reclamaram da nota no trabalho.
Uso de forma indistinta entre o pronome relativo e a conjunção integrante:
O aluno disse ao professor que era carioca.
Quem era carioca, o professor ou o aluno?
O aluno disse que era carioca ao professor.
Uso indevido de formas nominais
A mãe pegou o filho correndo na rua.
Quem corria? A mãe ou o filho?
A mãe pegou o filho que corria na rua                 








Os Implícitos


A ideia de implícito em um texto está naquilo que está presente pela ausência, ou seja, o conteúdo implícito pode ser definido como o conteúdo que fica à margem da discussão, porque ele não vem explicitado no texto. Implícito é aquela informação que está por trás das palavras, são os não-ditos.
A) O que não está dito, mas que, de certa forma, sustenta o que está dito
“O tempo continua chuvoso”, comunica-se de maneira explícita que, no momento da fala, o tempo é de chuva, mas, ao mesmo tempo, o verbo “continuar” revela a informação implícita de que, antes, o tempo já estava chuvoso.
O que está suposto para que se entenda o que está dito:
“João deixou de fumar” diz-se, explicitamente que, no momento da fala, João não fuma. O verbo “deixar”, todavia, transmite a informação implícita de que Pedro fumava antes.

Pressuposto


Os pressupostos são identificados quando o locutor veicula uma mensagem adicional a partir de alguma palavra ou expressão, ou seja, o pressuposto possui uma marca linguística que permite ao leitor depreender e inferir a informação implícita. Essa percepção é característica do leitor proficiente, aquele que lê não só palavras, mas os sentidos veiculados por trás delas, nas camadas mais profundas do texto.
Há vários tipos de palavras com esse tipo de "poder".Identificá-las é de suma importância para que se apreenda as "intenções" do dito. 

Exemplos:
O concurseiro deixou de sair aos sábados para estudar mais.
(pressuposto: o concurseiro saía todos os sábados.)
O novo fiscal de rendas continua estudando para concursos.
(pressuposto: o fiscal estudava antes de passar.)
A espera dos candidatos pelo gabarito oficial acabou.
(pressuposto: os candidatos estavam esperando o resultado.)







Subentendidos


Enquanto os pressupostos seriam as mensagens adicionais, os subentendidos seriam as mensagens escondidas. Devem ser deduzidas pelo leitor/interlocutor e,  justamente por essa ideia de dedução, podem não ser verdadeiras. O locutor/autor pode utilizar o subentendido para dizer algo que parece não estar dizendo, e a interpretação, inferência é de total responsabilidade do leitor/ouvinte. Ou seja, o autor/locutor pode perfeitamente negar ter dito o que foi inferido.Percebe-se aqui outra diferença entre os institutos, já que os pressupostos são sempre marcados linguisticamente e, por isso, são verdadeiros, inclusive quando negamos a frase original. Os subentendidos, entretanto, não possuem marcas linguísticas, seus sentidos são depreendidos pelo leitor/ouvinte através do próprio contexto comunicacional, sendo, portanto, uma interpretação ou afirmação que pode ser negada, pode ser verdadeira ou não.
Consideremos os contextos e situações comunicativas:

* Situação em que recebemos uma visita:
- Nossa! Está muito calor aqui dentro!
(possível subentendido: a pessoa pede que as janelas sejam abertas ou que se ligue o ventilador ou o ar condicionado)
Percebam que, ao negarmos a frase, a ideia subentendida desaparece. Ao mesmo tempo que é impossível provar que a pessoa esteja realmente fazendo esse pedido. É possível que o emissor negue a dedução do receptor. Vejamos outro exemplo:

* Situação em uma rua qualquer:
- A bolsa da senhora está pesada? (pergunta um jovem rapaz)
(possível subentendido: o rapaz está se oferecendo para carregar a bolsa)


Novamente, esta é apenas uma possibilidade. O rapaz poderia estar interessado na resistência da bolsa ou então preocupado com a coluna da senhora, mas não necessariamente se oferecendo para carregar a bolsa.







                                                   Como você sabe, a sociedade em que hoje vivemos é bastante influenciada pelo avanço da ...